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Surto do coronavírus na China afeta produção no Vale do Itajaí

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Surto do coronavírus na China afeta produção no Vale do Itajaí

Algumas empresas sentem impacto na importação de produtos. País asiático é um dos principais parceiros comerciais do Brasil.

 

Surto do novo coronavírus na China reflete na economia do Brasil

 

O surto do novo coronavírus na China afetou a economia catarinense. Algumas empresas do Vale do Itajaí sentem os impactos na importação dos produtos. O país asiático é um dos principais parceiros comerciais do Brasil.

Em uma das maiores industrias têxteis do Brasil, localizada no Vale do Itajaí, das 500 toneladas de algodão e polipropileno produzidos por mês, 20% da matéria prima vêm da China. A importação dos produtos é marítima e costumava passar pelo porto de Wuhan, epicentro do novo coronavírus. Por esse motivo as cargas de corantes, fios e outros produtos que já deveriam estar em solo catarinense ainda não têm previsão de chegar.

"Num primeiro momento, nós não tivemos ainda problemas de abastecimento. Contudo, nós temos um volume de operações importantes vindo da China e com certeza acaba preocupando. Então, dependendo do desdobramento desse cenári,o com certeza poderá afetar o resultado da nossa companhia", afirmou o coordenador de suprimentos da empresa, Haroldo Jorge.

O cenário se repete nas metalúrgicas, indústrias metal-mecânicas, de material elétrico e de componentes eletrônicos da região. Nessas, 90% dos insumos também vêm da China.

Só ano passado, por exemplo, 45% de todas as importações feitas em Blumenau vieram do mercado chinês. Em valores, foram mais de 184 milhões de dólares, uma alta de 7% em relação a 2018.

 

Desequilíbrio

 

A corrida pela matéria-prima está gerando um descompasso na lei de oferta e procura e um desequilíbrio comercial que ainda está sendo absorvido pelas empresas, mas tem dias contados para atingir o consumidor.

"Há uma preocupação quanto ao abastecimento As empresas estavam trabalhando com um estoque menor e agora começaram a trabalhar com um estoque pensando em até 180 dias de estoque para não ter uma falta aí na frente ou então prejudicar a sua produção. O custo lá também está aumentando, fora a desvalorização do real. Alguns fornecedores na China têm aumentando o preço e isso uma hora vai chegar ao consumidor final", afirmou o presidente do Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Vale do Itajaí (Sintex), José Altino Comper.

Empresas e sindicatos estudam alternativas, trabalham com estoques maiores, buscam outros mercados de importação. Ainda não é possível dimensionar o impacto financeiro do surto do novo coronavírus na região, mas aos poucos ele começa a aparecer.

"Nós temos várias ações endereçadas a partir do monitoramento diário do mercado pra ver a evolução do problema, bem como nivelar nossos estoques pra que a gente possa suportar um eventual desabastecimento", disse Haroldo Jorge.

G1

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