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Com Baleiro e Liniker, 'Imirim' situa Lê Coelho na zona do pop paulistano

Cultura

Com Baleiro e Liniker,

 


Em 2012, ao lançar o álbum Um samba a mais, gravado e assinado com o grupo Os Urubus Malandros, o cantor, compositor e guitarrista paulistano Lê Coelho apresentou um dos sambas do disco, O cara do bar, em dueto com Zeca Baleiro. Decorridos cinco anos, Baleiro volta a figurar nos créditos de álbum de Coelho. O cantor e compositor maranhense é parceiro do artista em Cinema, uma das nove músicas inéditas e autorais de Imirim (Matraca Records / YB Music). Cinema é canção pontuada no disco pelas programações eletrônicas de Chicão e Guto Gonzalez.


Segundo álbum solo desse artista que já tem dois discos editados com a Banda de Argila, Imirim chega ao mercado fonográfico neste mês de setembro de 2017, três anos o primeiro disco individual de Coelho, Tuvalu (2014). Imirim é álbum solo que soa como disco de banda. Chicão (nos teclados), Ivan Gomes (nos baixos), Pedro Gongom (na bateria) e Pedro Prado (também na bateria) criaram e executaram os criativos arranjos ao lado de Lê Coelho.

 


Batizado com o nome do bairro situado na Zona Norte da cidade de São Paulo (SP), onde Coelho foi criado e onde multiplicou as influências musicais, Imirim se banha na praia do reggae em Um saci (música composta e gravada por Coelho com Thiago Melo), flerta com a prosódia do rap em Nas quebradas da vida (Lê Coelho) – faixa arranjada com sons cortantes – e ganha firme pulso roqueiro na dialética de A barata (Lê Coelho).


Em que pese a diversidade rítmica do repertório, Imirim deixa entrever fortes ecos da MPB na formação do artista em Duas palavras (Lê Coelho) – melódica canção pontuada pelo toque do trompete de Lucas Sartório – e Qualquer canção (Lê Coelho), música conduzida pelo toque do violão de nylon do próprio Lê Coelho.


Compositor insinuante na Canção de todo dia (Lê Coelho), música que abre o álbum Imirim, o artista faz dueto com a cantora Lineker em Palavra rouca (Lê Coelho). João Menino (Lê Coelho) completa o repertório autoral deste disco que situa Lê Coeho na zona do pop paulistano influenciado pela MPB. Álbum cuja capa, fora de sintonia com o universo temático desse bom repertório, pode dar a impressão de expor foto de vagina quando, na realidade, apresenta foto da garganta do próprio Lê Coelho.


(Créditos das imagens: Lê Coelho em foto de Pedro Ivo. Capa do álbum Imirim).

G1

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