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Bolsas da Europa encerram semana em forte alta, com dado de emprego dos EUA

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Bolsas da Europa encerram semana em forte alta, com dado de emprego dos EUA

O índice Stoxx 600 Europe terminou a sessão desta sexta (5) com ganhos de 2,48%, aos 375,32 pontos, fechando a semana em valorização de 7,12%.

 

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Por Valor Online

05/06/2020 13h56  Atualizado há 51 minutos

Os principais índices acionários europeus encerraram a sessão desta sexta-feira (5) e a semana com ganhos relevantes, impulsionados pela perspectiva de que os piores efeitos da pandemia na economia global ficaram para trás.

Hoje, as ações europeias aceleraram fortemente os ganhos após a divulgação dos dados de emprego dos Estados Unidos, que apontaram uma surpreendente criação de vagas no país.

Contrariando previsões, taxa de desemprego nos EUA cai para 13,3%

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O índice Stoxx 600 Europe terminou a sessão com ganhos de 2,48%, aos 375,32 pontos, fechando a semana em valorização de 7,12%. Em Frankfurt, o DAX subiu 3,36%, aos 12.84768 pontos e, em Londres, o FTSE 100 avançou 2,25%, aos 6.484,30. Em Paris e Milão, os índices de referência das bolsas tiveram alta de 3,71% e 2,82%, respectivamente, e fecharam o dia aos 5.197,79 e 20.187,51 pontos.

Os ganhos semanais das referências europeias foram generalizados. Frankfurt, Londres, Paris e Milão subiram 10,88%, 6,71%, 10,70% e 10,94%, respectivamente.

Os Estados Unidos criaram 2,5 milhões de vagas de trabalho em maio, levando a taxa de desemprego do país para 13,3%, de 14,7% em abril, de acordo com o relatório de emprego — o chamado "payroll" — divulgado pelo Departamento do Trabalho dos EUA nesta sexta.

Os números surpreenderam, contrariando as expectativas de consenso. Os economistas consultados pelo "Wall Street Journal" esperavam o fechamento de 8,33 milhões de vagas em maio, elevando a taxa de desemprego a 19,5%.

Além das expectativas mais positivas para a economia global, reforçadas pelos dados de emprego nos EUA, o suporte de bancos centrais e governos tem sido fundamental para a retomada dos mercados acionários, na visão de analistas.

"A Alemanha foi o epicentro das boas vibrações nesta semana, com os principais programas de gastos anunciados impulsionando enormemente o índice DAX. O Banco Central Europeu (BCE) também deu suporte, intensificando seus programas de compras", afirmou Christian Gattiker, chefe de pesquisa do Julius Baer.

Segundo o analista, com isso, os ativos mais atingidos durante a crise, em particular aqueles que não haviam se recuperado antes da semana passada, passaram a demonstrar força. "A rotação está acontecendo a todo vapor", afirmou.

Ontem, o Banco Central Europeu (BCE) lançou mais estímulos monetários para dar suporte à recuperação econômica no continente. A autoridade monetária anunciou que aumentaria o tamanho do seu Programa de Compra de Emergências da Pandemia (PEPP) em 600 bilhões de euros, elevando o total do programa para 1,35 trilhão de euros.

Além disso, o BCE anunciou uma extensão do mecanismo até pelo menos o fim de junho de 2021 e que os rendimentos do programa serão reinvestidos até pelo menos o fim de 2022. As taxas de juros de referência do BCE foram mantidas estáveis, com a taxa de depósito em -0,5%, a de empréstimo em 0,25% e a de refinanciamento em 0%.

A alta foi generalizada nos setores que compõem o Stoxx 600 hoje, mas se apresentou mais pronunciada nos segmentos dos bancos (+6,90%), empresas de óleo e gás (+5,90%) e companhias de lazer e turismo (+4,88%).

G1

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